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  • Foto do escritorMarcio strzalkowski

Sniper Americano


Clint Eastwood, porra!


Para quem acompanha a carreira deste velho Machista e Reacionário; Filmes foderosos como Os Imperdoáveis, A Conquista da Honra e Cartas para Iwo Jima são o supra sumo de um cinema

machista que conversa com as pessoas de modo sério, questionador, com lições e mensagens difíceis sobre nós mesmos como pessoas são exemplos de filmes de qualidade.


E caso você nunca tenha lido nenhuma resenha minha antes, vou explicar mais uma vez.


Já deixei bem claro em minha resenhas anteriores sobre filmes como Desejo de Matar, Robocop - O Policial do Futuro e outros tantos filmes que o machismo de verdade nada tem a ver com violência ou preconceito contra as mulheres ou LGBTs.


De modo que vocês vão ler uma resenha sobre um filme machista de verdade.

Boa leitura...


Sniper Americano (American Sniper) 2014

Dirigido por Clint Eastwood

Escrito por Jason Hall, Chris Kyle, Scott McEwen e James Defelice


O velho Clint sempre procurou o caminho mais difícil com filmes fora dos padrões comerciais atuais de formulas prontas. Sempre com filmes sobre assuntos que ele queria ver na tela. Sempre tratando de assuntos que nós devemos conversar. Desta vez o velho Clint resolveu fazer um filme sobre a pessoa real de Chris Kyle, considerado como o melhor atirador Sniper de elite da Marinha Norte Americana que matou mais de 160 terroristas.


Este filme começa exatamente mostrando o momento onde o Atirador do Seals Chris Kyle fica frente a frente com o primeiro dilema moral do filme. O dilema de atirar ou não em uma criança que carrega uma bomba para matar outros soldados. Um dilema para todos nós nos questionarmos.


Mas antes disso; O filme mostra um flashback de nosso soldado Chris Kyle. Para mostrar a todos nós as motivações, valores e crenças de Chris Kyle.


"Há três tipos de pessoas no mundo. Ovelhas, lobos e cães pastores. Algumas pessoas preferem acreditar que o mal não existe neste mundo. E se o mal lhes bate à porta, eles não sabem se defender. Essas são as ovelhas.

 Aí temos os predadores, que usam de violência para tirar proveito dos fracos. São os lobos. 

 E há aqueles abençoados com o dom da agressão, com a necessidade indômita de proteger o rebanho. Esses são de uma espécie rara que vive para enfrentar o lobo. São os cães pastores.


 E não estamos criando nenhuma ovelha nesta família."


Valor que Chris Kyle aprende de seu pai machista.

O filme vai mais longe e nos apresenta as motivações de Chris Kyle quando ele presencia pela TV os bombardeios contra embaixadas americanas. Assim como o atentado as Torres Gêmeas do World Trade Center. Motivos que levam o jovem Chris Kyle para a Guerra.


  Ou seja: Chris Kyle aprende desde a infância valores machistas de um reacionário(aquele que reage) e decide fazer aquilo que acredita ser necessário. Combater o terrorismo da Al Qaeda e do regime Talibã.


  E assim o filme volta a ação da guerra e ao dilema moral de reagir com força letal contra mulheres e crianças que praticam o terrorismo. O que em nenhum momento é mostrado como algo positivo, mas sim encarado como verdadeiras tragédias capazes de traumatizar qualquer pessoa.


  Para explicar o trabalho do exercito Norte Americano em Fallujah, vou ter que explicar o básico.


  O significado de Reacionário segundo os próprios esquerdistas é a definição de uma boa pessoa que reage contra as coisas ruins. Uma pessoa que acredita que lugar de bandido é na cadeia e que terroristas devem ser combatidos até a morte. Atitudes reacionárias podem não serem perfeitas pois o ser humano não é perfeito. Logo, o trabalho de Chris Kyle era o de zelar pelos próprios colegas e amigos enquanto eles faziam operações para combater o terrorismo.



Clint Eastwood questiona de novo? 

  Sempre! Clint sempre faz questão de contar histórias que podem ser interpretadas de maneiras distintas. Focando em assuntos sérios. O que, em meio a tantos filmes blockbusters sem conteúdo, faz com que seus filmes sejam como conversar com outro adulto.


  O herói lendário no Exercito é ao mesmo tempo um homem que sofre de Stress pós Traumático em casa. Existe a duvida razoável sobre se ele vive mais em missões por acreditar que aquilo é o certo ou se ele realmente gosta da guerra e a pergunta sobre ele estar sendo sincero consigo mesmo ao negar que a sua convivência com o terror o esteja afetando mentalmente.


   A única coisa que não é questionada é uma verdade absoluta: Terroristas são cuzões!


Um momento de justiça para Taya

  Só porque este é um filme machista de um diretor machista que está sendo resenhado por outro machista; Não significa que não podemos reconhecer o ótimo trabalho feito sobre esta personagem.


  Sienna Miller é uma belíssima atriz quase sempre desperdiçada em produções que só a mostram como um rostinho bonito. Mas a construção da personagem Taya, mulher de Chris Kyle, é de um respeito tão profundo que a personagem acabou se tornando a voz da consciência de seu marido.


  Muitos de seus diálogos com seu marido escondem pequenas pérolas que não me atreverei a spoilear. Mas que demonstram todo o carinho e importância que Chris deu a sua esposa.


Taya merece um papel como um dos clichês mais bonitos dos filmes machistas quando a mulher se torna a encarnação do coração do guerreiro. Ela questiona o que ele acredita a toda hora para que ele reafirme aquilo que acredita. E o ajuda como eventual voz da razão.



Punisher

 O emblema mostrado no filme vem de um dos personagens mais casca-grossa das revistas em quadrinhos: O Justiceiro (Punisher, no original).

  Um personagem machista e reacionário capaz de fazer o Wolverine parecer uma menininha.


  Vale a pena conhecer...



Finalizando

Eu não contei muito do filme para estragar as suas surpresas e emoções ao assisti-lo. Mas segue a minha recomendação como um dos melhores filmes nesta corrida ao Oscar de Melhor Filme. Valendo muito a pena assistir...


Um grande abraço para todos os meus cinco leitores...  


Por Marcio Strzalkowski Força e Honra!

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