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  • Foto do escritorMarcio strzalkowski

O Ultimo Grande Herói


Schwarzenegger, porra!


Hoje vou falar de um filme que sempre achei injustiçado pelo fato de não se levar tão a sério e de mostrar um lado mais brincalhão e até maduro dos filmes de ação. E hoje pretendo fazer uma certa justiça para este filme descompromissado...


O Ultimo Grande Herói (The Last Action Hero 1993)

 Dirigido por John McTiernan

 Escrito por Zak Penn e Adam Leff que prepararam a história e revisado por Shane Black, David Arnott e William Goldman.



   O cinema tem grandes exemplos de paródias e comédias clássicas que brincam com seus clichês mais comuns. E o nosso velho Arnold merece um certo reconhecimento por brincar com a própria imagem em ótimas comédias. Dentre elas, Arnold já foi Um Tira no Jardim da Infância, já foi irmão gêmeo de Danny DeVito em Irmãos Gêmeos, já foi um super espião em True Lies e já foi até mesmo um homem gravido em Junior! Então qual o problema com este filme aqui?



  O Ultimo Grande Herói começa falando de um garoto que é a imagem do publico fiel de filmes de ação. O jovem Daniel (Austin O'Brien) que procura se divertir assistindo a filmes sobre um grande exemplo heroico. O que não o faz tão diferente de mim, de vocês ou de seus filhos. A importância dos heróis sempre foi a figura do ideal de pessoa que todo mundo gostaria de se identificar, o herói é a figura amiga ou paterna e isso sempre moldou o caráter dos jovens. E Daniel é um jovem órfão de pai que tem uma vida difícil e que adora filmes pela diversão que proporcionam. Sendo inclusive amigo do operador do projetor do cinema, Nick (Robert Prosky)



  Daniel é um fã dos filmes com Arnold Schwarzenegger e da série de filmes de Jack Slater e o filme brinca com a possibilidade surreal sobre como seria o choque entre realidade e a fantasia de um filme de ação. O que equivale aos seus filhos pequenos de hoje entrarem no mundo dos Vingadores, Liga da Justiça ou Senhor dos Anéis.



   Daniel chega até mesmo a sonhar com a velha possibilidade de Fan Fiction onde ele imagina o velho Arnold fazendo o papel de Hamlet. O que é muito engraçado na tela! E assim o filme já arranja uma desculpa mágica que não se leva a sério, mas que serve aos propósitos do filme de aproximar o publico do mundo da fantasia. Um bilhete mágico que foi dado a Nick por ninguém menos que Houdini!



   Lógico que o bilhete vai ser usado para colocar o jovem Daniel dentro do filme. Mas o que ninguém contava é que a produção do filme sem querer trocou o bilhete usado em cena na metade do filme, gerando um erro curioso que virou uma história de pós produção. Com bilhetes diferentes usados em cena. Mas que só podem ser observados com as devidas habilidades ninja!


Daniel acaba sendo jogado dentro do mundo da fantasia do filme bem no meio de um tiroteio com perseguição de carro! Talvez o problema deste filme em sua época foi o fato de que as pessoas esperavam algo parecido com o filme anterior de Schwarzenegger, que não era nada menos do que O Exterminador do Futuro 2, mas aqui temos uma comédia explicita muito bem feita com piadinhas que lembram filmes clássicos como Corra que a Policia vem ai! Temos cães amestrados, um gato de desenho animado (dublado por Danny DeVito), aparições especiais e cenas de ação absurdas ao nível de matar um bandido com um sorvete! Se na época o filme foi uma bomba, hoje em dia é praticamente delicioso de se assistir!


As cenas de ação empolgam!  


   As cenas de ação tem alguns dos maiores trabalhos com dublês. Tem gente pendurada em guindastes, perseguições, explosões e porradaria de alta qualidade! Feitas com muito esmero em um tempo onde efeitos especiais só eram usados em ocasiões especiais. E o legal é que este tipo de trabalho acaba brilhando justamente hoje em dia onde tudo fica muito falso nas telas. Culpa do mau uso de CGI.



   De fato, até hoje a maior injustiça do cinema é o fato de que não fazem premiações do Oscar para profissionais desta área. Com certeza teríamos alguns dos profissionais deste filme recebendo o devido reconhecimento...


Quando o filme se leva a sério...


   O filme muda completamente de tom quando os personagens da ficção são transportados para o mundo real. E o que poucas pessoas reconhecem é que o filme realmente é competente em mostrar o mundo real e deixar claro o motivo das pessoas procurarem pela diversão do cinema. Mr. Benedict (Charles Dance) é um vilão caricato, porém inteligente e que se choca com a realidade de um mundo onde um jovem pode ser morto por causa de seus tennis. E uma de suas cenas de mais humor negro se dá com a experiencia de um vilão de um filme de ação perceber que pode matar uma pessoa inocente no mundo real e sair impune.


   A observação de que no mundo real, os vilões vencem...



   O filme brinca com esta meta-linguagem onde o garoto Daniel foi parar na fantasia de um filme de ação onde fica a toda hora tentando explicar para Jack Slater que ele é um personagem imaginário. Enquanto que o vilão realmente se sente deslocado no filme e se refugia no mundo real. E seu plano é relativamente simples, trazer outros vilões para o mundo real para ajuda-lo a se dar bem na vida!


   


   E uma das coisas mais curiosas é o fato de que Jack Slater consegue ser um dos personagens mais profundos e trágicos da carreira de Arnold. Onde personagem e ator realmente se encontram e descobrimos que o personagem sofre profundamente pela perda de seu único filho! Chegando a odiar o ator por estas decisões de história da vida do personagem!



  E para terminar o artigo, deixo claro que não mencionei outras surpresas do filme. As quais fazem valer a pena parar para assistir o mesmo hoje em dia de forma despretensiosa...


Trilha sonora

1. Big Gun – AC/DC

2. What the Hell Have I – Alice In Chains

3. Angry Again – Megadeth

4. Real World – Queensryche

5. Two Steps Behind – Def Leppard

6. Poison My Eyes – Anthrax

7. Dream On (From The MTV 10th Anniversary Special) – Aerosmith

8. A Little Bitter – Alice In Chains

9. Cock the Hammer – Cypress Hill

10. Swim (Edit) – Fishbone

11. Last Action Hero – Tesla

12. Jack And The Ripper – Michael Kamen & The Los Angeles Rock & Roll Ensemble


Por Marcio Strzalkowski

Força e Honra!

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