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O Caçador de Cabeças

Machismo e patriarcado. Duas palavras que as feministas usaram por todo o século XX para atribuir tudo de ruim possível aos homens. O comportamento ideal de macho e o conceito das qualidades que esperamos em um pai. Feministas usaram as piores definições possíveis para transformar estes conceitos em errados e tudo o que eu preciso para provar que elas estão erradas é apenas mostrar obras simples de nossa cultura como este filme despretensioso que mostra tudo isso sem existir nenhum dialogo.


O Caçador de Cabeças (The Head hunter - 2018) Direção: Jordan Downey Roteiro: Jordan Downey, Kevin Stewart


Sem Spoilers

Este filme não tinha nenhuma pretensão quando foi feito e foi uma agradável surpresa quando eu o assisti. Usa uma temática nórdica para contar a história de um pai que dedica os seus dias a matar monstros na mitologia europeia. O que ele faz com os monstros é cortar fora as suas cabeças. O que permite que vejamos cabeças de monstros como Trolls, lobisomens e outros seres do sobrenatural europeu. Vale a pena assistir e pausar nas cenas onde as cabeças são mostradas só para ver a verdadeira beleza dos velhos efeitos especiais de prostéticos, maquiagem e animatronicos.


O Coração do Guerreiro

Tudo o que o pai guerreiro faz durante o filme é por amor a sua filha. Seu desejo de protege-la e honrar o carinho que ele tem por ela. As únicas poucas palavras que ele fala durante o filme são para ela sem que ela possa ouvir. E todo o carinho que o velho guerreiro tem é para com ela. É o amor e carinho que ele tem por ela que define o verdadeiro significado de machismo e patriarcado. Que define a sua pessoa.

O filme inteiro tem um propósito e a vida do pai é resumida a esse carinho. E nenhum monstro vai ficar no caminho.


Espada e magia

Um dos pontos a se explicar no filme é justamente os frascos de vidro cheios da essência dos monstros. O liquido guardado tem um poder sobrenatural de regenerar ferimentos. Coisa que podemos ver o guerreiro usando após as batalhas para se recuperar. Lógico que o liquido, por ser sobrenatural, também tem seus efeitos colaterais desagradáveis.


A definição de resiliência.

O filme tem uma agradável atmosfera cuidadosamente bem construída de ser um filme de terror. Se existe uma critica ao filme, é o fato de ser claramente um curta-metragem claramente estendido para longa metragem. Mas como existe toda uma construção de tensão acompanhada pela rotina do guerreiro, então temos um filme simples que mal percebemos o tempo passar.

E os momentos tensos do filme são justamente situações de perigo constante. O guerreiro toma quase todo o tempo de filme sozinho com a ameaça de monstros. Sendo chamado para enfrentar os monstros mais temíveis do folclore europeu quase todas as noites.

E a definição de resiliência, de coragem, é justamente de enfrentar os medos e até o horror absoluto. Coisa que o filme mostra sem dizer uma só palavra a respeito.


A Vingança está sobre nós

Todo o final do filme se trata do pai se vingar do monstro que rouba os corpos de suas vitimas. Essencialmente, ele é só uma cabeça, mas a criação da tensão, do medo e do desfecho do filme são bem construídos. Coisa que muitos filmes grandes simplesmente não conseguem justamente por se dedicarem a clichês do terror.

Aqui, a história é em sua essência mais pura curta, sem diálogos, com um clima de medo natural e uma ótima performance do ator em cena. Meu review termina misteriosamente sem contar o final...


Por Marcio Strzalkowski

Força e Honra!

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